Por: Lindamir Salete Casagrande

Dia 08 de março celebramos o dia internacional da mulher, porém, diante da realidade atual, na qual, os direitos mais elementares são retirados e/ou negados a elas, pouco temos a comemorar.

Porém, neste 08 de março acontece o evento Mulheres na Literatura, promovido pela Editora InVerso em sua sede situada na rua Dr. Goulin, 1523, no qual 4 mulheres lançarão suas obras literárias. A literatura é uma forma de resistência, de expor a forma de pensar, de levar ludicidade a outras pessoas, de construir sonhos, de ampliar a realidade, de se expressar. As mulheres têm produzido muita literatura e merecem ser lidas.

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Material de divulgação
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Eu sou uma dessas mulheres que encontram nos livros uma forma de expressar seu pensamento e vou lançar duas obras neste dia.

A primeira é destinada ao público infantojuvenil e traz a biografia de Zilda Arns, médica pediatra catarinense que construiu sua trajetória profissional em Curitiba. Sua vida foi permeada pela fé cristã, conhecimento científica e amor ao próximo. Zilda foi uma mulher forte e sensível e, com sua obra, mudou a vida de milhões de brasileiros ao criar e coordenar a Pastoral da Criança que se espalhou mundo afora. O livro Zilda Arns: a tipsi que amava as crianças é uma homenagem a esta mulher inspiradora e conta com a participação de Lucy Ana Soares Camelo Casagrande que, com sua arte, contou a história de Zilda por meio das belíssimas ilustrações. Quando você ler o livro, preste atenção à última ilustração e reflita o que ela significa. Se puder, compartilhe sua percepção comigo.

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Capa do Livro Zilda Arns: a tipsi que amava as crianças

A segunda, destinada ao público geral, intitulada Ervilhas Tortas traz episódios da minha infância na roça. Apresenta ao público urbano a realidade de uma menina que viveu sua infância na simplicidade do campo, próximo à natureza, que propiciava uma liberdade que hoje já não mais existe. Os episódios se passam nos idos dos anos 1970. Compartilho as aventuras e desventuras minha e de meus familiares naquele sítio no interior do Paraná, do qual tenho muita saudade e que hoje já não mais existe. A pequena propriedade familiar que produzia muita riqueza e lindas histórias, virou um pedacinho de uma fazenda de grandes empresários que cultivam eucalipto, arvore fria e sem emoção.

Capa de Ervilhas tortas

Convido a todas e todos para participar deste momento comigo e com as demais autoras que lançarão suas produções neste dia. Ler a produção de mulheres é incentivá-las a continuar produzindo. Vem você também!

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