
Chamada de artigos para os Cadernos de Gênero e Tecnologia


Por: Lindamir Salete Casagrande
A discussão sobre a participação das mulheres nas ciências ocorre em diversos espaços, de modo especial, nas universidades. Estudos indicam que há pouco interesse das mulheres por este campo e buscam identificar as razões para este fato. Apontam ainda, que o meio científico, especialmente nas chamadas ciências duras, é hostil às mulheres. A jovem Baiana Anna Luísa Beserra Santos de 21 anos foge a este estereótipo. Desde muito jovem (ela ainda é jovem) manifestou interesse pela carreira científica e o desejo de desenvolver uma ciência que melhorasse a vida das pessoas. Ela conseguiu! Desenvolveu o Aqualuz, equipamento que purifica a água utilizando os raios solares, recurso abundante no nordeste brasileiro. Ela é cria da universidade pública. Graduada em Biotecnologia pela Universidade Federal da Bahia, ela foi a vencedora do Prêmio Jovens Campeões da Terra da Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente. Sua criação visa levar água potável para a população carente, ou seja, melhorar a vida das pessoas.
Hoje Anna é CEO da startup Safe Drinking Water for All (SWD) e coordena uma equipe de 10 pessoas, sendo a maioria, mulheres. Anna é uma inspiração para as jovens estudantes que podem ver na história dela a oportunidade e motivação para se inserir no universo científico, tão importante para o nosso país. A história de Anna também demonstra a importância de se valorizar e defender as universidades públicas. É ai que se desenvolve a maior parte das pesquisas de interesse social.
Por: Lindamir Salete Casagrande
As mulheres tem se inserido nas mais diversas profissões, porém algumas carreiras ainda se constituem em redutos masculinos. Isso se dá pela baixa presença de mulheres nestas profissões. Este é um fato e não se pode negar. Entretanto, podemos nos questionar as razões pelas quais elas não se “interessam” por tais profissões é fundamental. Estas razões são múltiplas em vão desde a falta de estímulo de familiares, amigos/as, professores/as, passa pela falta de exemplos a serem seguidos e chega ao machismo que impera em determinadas profissões e segmentos da sociedade. O machismo se manifesta por meio de piadas machistas, falta de credibilidade e confiança na capacidade delas, apropriação das ideias de mulheres, silenciamento de suas vozes, interrupção de suas falas, dentre outras formas de preconceito e discriminação.
O mundo HQ (história em quadrinhos) é um destes redutos em que os homens são a grande maioria, porém, esta história está mudando. O 31º Troféu HQmix ocorrido no último domingo, dia 15 de setembro de 2019, em São Paulo, premiou mulheres em diversas categorias. Essa foi uma edição histórica pois as mulheres jamais haviam sido tão premiadas. Ao subir ao palco para receber seus troféus, levaram consigo o discurso feminista, que clama pelo reconhecimento de sua capacidade de atuar e falar sobre os mais diversos temas. Estre discurso empoderado evidencia que elas estão cientes e dispostas a lutar contra o machismo e toda a forma de preconceito, a conquistar cada vez mais espaço neste campo da cultura nacional.
Mulheres foram premiadas nas seguintes categorias:
Novo Talento Roteirista (Me Leve Quando Sair – Jéssica Groke)
Colorista Nacional (Desafiadores do Destino – Mariane Gusmão)
Livro Teórico (Tradução de Histórias em Quadrinhos – Carol Pimentel)
Novo Talento Desenhista (Saudade – Melissa Garabelli)
Quadrinho Independente (Histórias Tristes e Piadas Ruins – Laura Athayde)
Publicação Independente em Grupo (Orixás – Germana Viana, Alex Mir e Laudo Ferreira Jr.)
Tese de Doutorado (A Escola no Túnel do Tempo: Imaginários Sociodiscursivos e Efeitos de Sentido em Charges Contemporâneas sobre a Educação de Ontem e de Hoje – Eveleine Coelho Cardoso)
Publicação Mix (Gibi de Menininha: Histórias de Terror e Putaria – Ana Recalde, Camila Torrano, Camila Suzuki, Carol Pimentel, Clarice França, Fabiana Signorini, Germana Viana, Katia Schittine, Mari Santtos, Milena Azevedo, Renata C B Lzz, Roberta Cirne e Talessak.
Parabéns mulheres talentosas e que não fogem a luta!
Por: Lindamir Salete Casagrande
Greta é uma adolescente sueca de 16 anos (nasceu em 03 de janeiro de 2003) que está lutando para a preservação do planeta. Ela busca sensibilizar autoridades mundiais quanto a urgência de ações que diminuam as mudanças climáticas que são sentidas no mundo todo. No dia 28 de agosto de 2019 ela chegou a Nova Iorque (EUA) para participar da conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU). O que há de inusitado nisso? Ela fez a travessia do Oceano Atlântico à bordo de um veleiro que não causa impactos ambientais.
Greta é uma dessas pessoas que nos enchem de esperança em um mundo melhor.
No dia 05 de outubro será lançado o livro infanto juvenil “Marie Curie: uma história de amor à ciência” de autoria de Lindamir Salete Casagrande.